O nosso erro é quase sempre priorizar o
momento – gostamos das soluções imediatas, esquecemos a obviedade
declarada por Gandhi: “O futuro dependerá daquilo que fazemos no
presente”. Uma virtude que considero capital
se chama paciência, pena que essa está se desvanecendo em nosso tempo.
Em todos os meios, a palavra de ordem é resultado, e ela não está
sozinha, sua fiel companheira se chama cobrança. É claro que eu não sou
tolo a ponto de pensar que na vida não devemos ter objetivos, o problema
é o objetivo sem a trajetória, a conquista sem luta, essas
irracionalidades me incomodam. Fico extremamente chateado quando, por
exemplo, alguém insiste numa vantagem que não tem méritos para receber.
Penso que os “atrasados” do campo têm muito para nos ensinar, para eles é
muito clara a relação semear-esperar-colher. Nós, os “inteligentes”, o
que temos feito com as sementes que a vida nos proporciona? Além de não
plantar, acabamos por comê-las, pois a fome é nossa necessidade
imediata. A possibilidade de uma linda planta com inúmeros frutos e
milhares de novas sementes que se dane. Afinal de contas, em uma
sociedade de esfomeados, o consumo não pode parar!

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