“É fácil reconhecer um psicopata.
Ele não é nervoso ou inseguro. Parece muito sadio e simpático. Em geral, tem
encanto e inteligência, forjada na razão pura do interesse sem afetividade ou
culpa para atrapalhar. Tem uma espantosa capacidade de MANIPULAÇÃO dos outros
pela mentira, pela SEDUÇÃO e, se precisar, pela CHANTAGEM. Não se emociona nem
tem compaixão alguma pelo outro (...). Questionado ou flagrado, o psicopata não
se responsabiliza por suas ações, sempre se acha inocente ou vítima do mundo,
do qual precisa se vingar. Em geral, ele não delira. Suas ações mais absurdas e
cruéis são justificadas como lógicas, naturais, já que o outro não existe para
ele. Não sente remorso nem vergonha do que faz. Ele MENTE, compulsivamente,
muitas vezes acreditando na própria mentira, para conseguir PODER. Seu fraco
amor aparece como posse ou controle. Não tem capacidade de olhar para dentro de
si mesmo. Não tem insights, nem aprende com a experiência, simplesmente porque
acha que não tem nada que aprender.
(...) o psicopata, em síntese, é um sujeito que, apesar de todas as suas
virtudes, é capaz das maiores atrocidades sem o menor constrangimento de
consciência. Em outras palavras, é uma espécie de Dr. Jekyll e Mr. Hyde, médico
e monstro, que dorme muito bem à noite, obrigado.”
Compilado do livro Outra
Espiritualidade de Ed René Kivitz
O que, na verdade, aconteceu foi que
assimilamos um estereótipo cinematográfico do psicopata (tipo olhar raivoso,
postura antissocial e assim por diante). Porém, se atentarmos para a descrição
acima, perceberemos que, possivelmente, há inúmeros psicopatas na nossa rede de
relacionamentos. Logo, nossa atitude mais sensata é fazer uma análise crítica
das pessoas que convivemos (líderes, amigos, familiares, colegas de trabalho e
etc.), pois, do contrário, podemos estar sendo uma de suas vítimas. Importante:
na descrição citada, tenha especial atenção pelas palavras escritas em caixa
alta. Cuidado! O psicopata pode estar escondido num sorriso.
M.V.A.

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