“Não há lugar para sabedoria onde
não há paciência.” Foram essas as palavras usadas por Santo Agostinho para
definir o caminho da sabedoria – penso que ele tinha razão. O problema é que,
aos poucos, estamos perdendo a capacidade de esperar, para ser mais específico, o tempo tem se tornado nosso grande inimigo. Não
era para ser assim. Dalai Lama, por exemplo, diz que “aprimorar a paciência
requer alguém que nos faça mal e nos permita praticar a tolerância”, coisa que
só é possível se estivermos dispostos a trabalhar com o tempo. A natureza, por
sua vez, tem sempre seus bons exemplos de sabedoria, e o Bambu Chinês é um
deles. Para quem desconhece, o bambu Chinês leva, pelo menos, cinco anos até
que seu crescimento seja notado, antes disso, fica no anonimato para
estabelecer sua estrutura de sustentação (as raízes). Porém, após esse período,
ele cresce assustadoramente, podendo chegar aos vinte metros de altura, uma condição
bem privilegiada, diga-se de passagem. É interessante que, mesmo com esse
tamanho, possui uma flexibilidade ímpar, ventos fortes e até mesmo tempestades
não são problemas para esse arbusto altamente resistente. Além disso, pelo fato
de estar bem estruturado, cresce aprumado e, mesmo estando em moitas, obedece a
uma distância mínima entre as outras plantas. É claro que, se atentarmos para o
seu desenvolvimento, poderemos perceber muitas analogias possíveis, contudo,
se, pelo menos, entendermos a importância da paciência, já é suficiente. A
questão é que nossa cultura midiática exige a imagem rápida, entretanto,
grandes edificações, necessariamente, começam por estruturas rígidas e
escondidas. Portanto, saibamos ter paciência - sejamos como o Bambu Chinês!
M.V.A.

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