Outro dia alguém me disse o
seguinte: “não há ninguém insubstituível”. Não concordo! Penso que as pessoas
são, sim, insubstituíveis, pois cada um é único, cada um tem suas
características e, consequentemente, sua importância. Qua
ndo, por exemplo, perdemos alguém que amamos, não se
coloca outra pessoa no vazio deixado, o que se faz, entretanto, é viver novas
experiências, novas relações, as quais não substituem a perda, mas,
possivelmente, podem amenizar a dor. Nem pense em dizer a um pai que perdeu um
filho que ter outro é o suficiente (isso é uma indelicadeza extrema). Ele pode
até ter outro e desfrutar de muitos momentos felizes, porém, nunca esquecerá
aquele que foi perdido – sempre haverá pensamentos sobre as possibilidades não
vividas, os momentos mal desfrutados. Por isso, não caia na tolice de acreditar
que as pessoas são descartáveis, que podemos substituir amigos, família, enfim,
todos aqueles que amamos. Em suma, no que compete ao seu poder de decisão,
aproveite, ao máximo, todas as oportunidades de relacionamento, pois, enquanto
substituir é, simplesmente, acumular lixo, não substituir é, acima de tudo, um
sinal de respeito aos outros e a você mesmo.
M.V.A.
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