quinta-feira, 3 de outubro de 2013

RELACIONAMENTOS



         
Outro dia alguém me disse o seguinte: “não há ninguém insubstituível”. Não concordo! Penso que as pessoas são, sim, insubstituíveis, pois cada um é único, cada um tem suas características e, consequentemente, sua importância. Quando, por exemplo, perdemos alguém que amamos, não se coloca outra pessoa no vazio deixado, o que se faz, entretanto, é viver novas experiências, novas relações, as quais não substituem a perda, mas, possivelmente, podem amenizar a dor. Nem pense em dizer a um pai que perdeu um filho que ter outro é o suficiente (isso é uma indelicadeza extrema). Ele pode até ter outro e desfrutar de muitos momentos felizes, porém, nunca esquecerá aquele que foi perdido – sempre haverá pensamentos sobre as possibilidades não vividas, os momentos mal desfrutados. Por isso, não caia na tolice de acreditar que as pessoas são descartáveis, que podemos substituir amigos, família, enfim, todos aqueles que amamos. Em suma, no que compete ao seu poder de decisão, aproveite, ao máximo, todas as oportunidades de relacionamento, pois, enquanto substituir é, simplesmente, acumular lixo, não substituir é, acima de tudo, um sinal de respeito aos outros e a você mesmo.

M.V.A.

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