Uma das grandes questões a ser
observada nos relacionamentos é a distância. Saber se posicionar com o outro de
forma a não estar tão longe, o que caracteriza a omissão, nem tão perto, o que
demonstra intromissão, é de extrema importância. Henri Nouwen dizia, por
exemplo, que o verdadeiro guia espiritual é o que, em lugar de nos aconselhar
sobre o que fazer ou a quem procurar, oferece-nos uma chance de ficarmos sós e assumirmos o risco de entrar
em nossa própria experiência. Eu penso que na vida é preciso ter sensibilidade
em cada momento, por isso, o conselho de Kahlil Gibran é bem pertinente:
“cantem e dancem juntos, sejam alegres, mas permitam que cada um também seja
sozinho. Assim como estão isoladas as cordas de um alaúde, embora vibrem a
mesma música. E fiquem lado a lado, mas não próximos demais uns dos outros,
pois os pilares do templo ficam afastados, e o carvalho e o cipreste não
crescem à sombra um do outro”. Em suma, é preciso ter tato.
M.V.A.

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