segunda-feira, 30 de setembro de 2013


CORAGEM



Seria a coragem uma virtude ou um atributo? Ou melhor, quando a coragem é uma virtude ou um atributo? É totalmente viável imaginarmos um terrorista corajoso; um mau caráter com valentia. Penso que nessas circunstâncias ela não passa de um atributo.

 Por outro lado, como poderíamos, então, identificar a coragem como uma virtude? É importante destacar que a virtude não é, necessariamente, um espetáculo, e pouco lhe importa os aplausos. Portanto, desconfio possuir uma pista. Talvez, a coragem como virtude está ligada ao complexo universo das motivações, para ser mais claro, está ligada às boas intenções. Nesse ponto, em específico, me encontro com a afirmação do filósofo: “a coragem é a virtude dos heróis”. Embora, todos notem os heróis, não me importa isso. O fato é que são os heróis que disponibilizam da coragem pelo outro - em virtude do outro – e isso é extraordinário.

Você poderia me perguntar se almejo ser um herói? Desejo, sim, ser um herói! Para ser notado? Não! Apenas quero, nas palavras de Cícero, “enfrentar os perigos e suportar os labores” para, assim, cooperar com o outro e, consequentemente, alcançar a coragem como virtude. O bom é que já tenho em quem me inspirar, seu nome é Jesus, o Cristo. 

M.V.A.

domingo, 29 de setembro de 2013

DORES


Tem vez que dói por fora

Tem vez que é de dentro

Têm momentos que é com os outros

Têm outros que eu sou o centro

Têm coisas que passam logo

Têm outras que não aguento

Têm vezes que é do corpo

Têm outras que é sentimento

Têm dores que geram vida

Têm dores que são tormentos

Têm dores que são de morte

Mas há, também, as dores do renascimento

M.V.A.

sábado, 28 de setembro de 2013

O BEM E O CORRETO



          Fazer o bem, muitas vezes, não é, necessariamente, fazer o correto. Aliás, podemos dizer que, em alguns casos, um está em oposição ao outro. Por exemplo: é possível obedecer sem ser leal e, também, ser leal sem obedecer. O que nos leva à importante constatação de que o certo e o errado são situações relativas e não absolutas. Por séculos a cristandade tem ignorado essa concepção, mesmo sem ter razões para isso. Pois, são inúmeros os textos bíblicos, principalmente nos evangelhos, que remetem para essa percepção relativizada das ações – um bom exemplo é a discussão do sábado (Lc. 14:1-6). Nesse evento, para realizar o bem, Jesus desafia o correto. Outra boa reflexão é desenvolvida por Paulo em Romanos 14:05, onde são relativizados os processos de consciência. Ou seja, quando bem examinadas, esses textos revelam a intenção, por parte de Jesus e seus discípulos, de superar o dogmatismo religioso. Na verdade, se usássemos os termos weberianos, poderíamos dizer que, na prática, Jesus e Paulo estavam voltados à ética da responsabilidade em detrimento da ética da convicção. Mais que isso, era instigado, como diz Leonardo Boff, o desenvolvimento de uma razão sensível. Mas, na prática, qual é, então, o caminho? Ponderar é a palavra de ordem, isto é, na estrada para o equilíbrio é importante evitar as ladeiras dos extremos, visto que há momentos em que elas estão escondidas entre as flores.

M.V.A.

TEMPO


sexta-feira, 27 de setembro de 2013

ÓDIO



      Balzac costumava dizer que o ódio tem melhor memória que o amor. Por isso, talvez, sua potencialidade de destruição, pois a lembrança é um farto alimento para a alma. O ódio, geralmente, começa com a raiva e, para essa, a Ética dos Ancestrais diz que há quatro disposições de mensuração: 1) quando é fácil de provocar e também fácil de apaziguar (o negativo é neutralizado pelo positivo); 2) quando é difícil de provocar e também difícil de apaziguar (o positivo é neutralizado pelo negativo); 3) quando é fácil de provocar e difícil de apaziguar ( condição do perverso); 4) quando é difícil de provocar e fácil de apaziguar (condição do sábio). Sendo assim, o melhor a fazer é, independente das justificativas que possam ser apresentadas, começar a dominar a raiva antes que ela se desenvolva para o ódio. Por quê? Por que é melhor ser alienado – ou seja, esquecer- no processo da raiva do que cometer alienações pelo domínio do ódio. Às vezes, ser sábio é não pensar, mesmo que isso pareça contraditório.

M.V.A.

NOVO CANAL DE COMUNICAÇÃO

   
     Olá, pessoal!

     Este é o meu novo canal de comunicação. A partir da próxima segunda-feira (30/09), estarei postando meus textos e, claro, conto com a companhia de todos. Então, até...