Balzac costumava dizer que o ódio tem melhor memória que o
amor. Por isso, talvez, sua potencialidade de destruição, pois a lembrança é um
farto alimento para a alma. O ódio, geralmente, começa com a raiva e, para
essa, a Ética dos Ancestrais diz que há quatro disposições de mensuração: 1)
quando é fácil de provocar e também fácil de apaziguar (o negativo é
neutralizado pelo positivo); 2) quando é difícil de provocar e também difícil
de apaziguar (o positivo é neutralizado pelo negativo); 3) quando é fácil de
provocar e difícil de apaziguar ( condição do perverso); 4) quando é difícil de
provocar e fácil de apaziguar (condição do sábio). Sendo assim, o melhor a
fazer é, independente das justificativas que possam ser apresentadas, começar a
dominar a raiva antes que ela se desenvolva para o ódio. Por quê? Por que é
melhor ser alienado – ou seja, esquecer- no processo da raiva do que cometer alienações
pelo domínio do ódio. Às vezes, ser sábio é não pensar, mesmo que isso pareça
contraditório.
M.V.A.

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