Embora
muitos pensem o contrário, até hoje nenhuma tradição religiosa valorizou tanto
as mulheres como a judaico-cristã. Aliás, grande parte das conquistas do
universo feminino paga tributo a personagens como, por exemplo, o Apostolo Paulo. Apesar de nunca ter se
casado, Paulo, que respeitava muito as mulheres, foi responsável, através de
sua pregação, pela quebra de um grande paradigma social estabelecido na segunda
maior cidade do mundo em sua época - Éfeso. Acontece que, mesmo sendo
considerado um dos grandes centros culturais da região, essa cidade não se
diferenciava de outras no tratamento dado ao sexo feminino. Ao observar a
desvalorização com que eram tratadas as mulheres – uma espécie de coronelismo –
Paulo não hesitou em confrontar a postura dos chefes de família. Nas suas
palavras: “maridos, mostrem pelas suas esposas o mesmo tipo de amor que Cristo
mostrou pela igreja quando se entregou por ela”. Ou seja, para Paulo, como
cristão, era inadmissível a maneira como as mulheres eram subjugadas. É claro
que existem muitos outros exemplos, porém, o que desejo destacar é que numa
sociedade como a nossa, onde a religião cristã carrega o estigma de ser
conservadora e retrógrada, é preciso lembrar sua importante parcela de
cooperação na luta contra as injustiças humanas.
M.V.A.

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